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Iniciação Maçônica
A Iniciação Maçônica é completa em
si mesma, quando o Maçom, depois de ter galgado sucessivamente
os degraus do Aprendiz e do Companheiro, chega ao grau de
Mestre.
Mas o iniciado deve
poder romper a casca mental, isto é, fugir do racionalismo
esterilizante, para atingir a transcendência; somente depois
de romper essa casca é que se torna possível o acesso a
verdadeira iniciação.
Todos os símbolos abrem
portas, sob a condição de não nos atermos apenas - como
geralmente acontece - às definições morais.
São muitos os que se
declaram "racionalistas" e que qualificam de "simbolistas" -
com uma nuança pejorativa - aqueles que tomaram consciência do
valor iniciático da Maçonaria.
Convém analisar o
vocábulo "racionalismo" e examinar os limites por ele
impostos. O racionalista (de ratio, razão) recusa-se a levar
em consideração tudo o que vai além dos limites de seu
entendimento. Sua concepção e seu conhecimento do mundo
arriscam-se, por isso, a ser consideravelmente amesquinhados,
a medida de sua inteligência e de seu saber. E essa posição
intelectual prova ser realmente lamentável. Tal atitude de
limitação, para ser lógica, suporia uma vasta cultura; desse
modo, o racionalista comum só pode confiar naqueles que
professam sua fé - pois existe uma fé - e que considera mais
"sábios" do que ele próprio. Ele pode, portanto, ater-se às
leis físicas e psicológicas conhecidas e deve rejeitar - como
manchado de erro - tudo o que vai além dessas leis. Estranho
amesquinhamento de sua concepção do Universo!
O racionalista faz
alarde de ser "científico" e de que não passa de um
"cientista"; ele admite que a "Ciência" faz conhecer as coisas
tais como elas são, que ela resolve todos os problemas e que
ela basta para satisfazer todos os desejos da inteligência
humana. Para admitir um fato, a ciência exige que ele possa
ser repetido à vontade; ela exige também que ele se enquadre
em suas leis gerais. Ora, existe uma série de fenômenos que nao satisfaz essas condições e cuja realidade não é,
absolutamente, objetiva.
O racionalista fixa-se
em sua concepção e dela faz um dogma, agindo assim como um
fanático, exatamente como os fiéis de não importa que
religião, de não importa qual Igreja, para os quais não existe
salvação fora dos dados teológicos que lhes são
próprios. A Ciência não passa de
uma crença que se apóia em Hipóteses continuamente renovadas;
é inútil e ilusório pedir a ela o que ela não pode dar o
conhecimento espiritual.
"O conhecimento ou a
inteligência do divino, diz Jamblico (De Mysteris, II, 11),
não basta para unir os fiéis a Deus; se assim fosse os
filósofos, por suas especulações, realizariam a união com os
deuses. É a execução perfeita e superior à inteligência de
atos inefáveis, é a força inexplicável dos símbolos que
fornece o conhecimento das coisas divinas."
Ora, a Franco-Maçonaria
é uma verdadeira escola de iniciação e não, como a julgam
comumente, uma associação fraterna com finalidades mais ou
menos políticas.
A iniciação, tal como a
concebiam as antigas "Sociedades de Mistérios" e tal como a
praticam ainda as seitas mais ou menos evoluídas da África
negra ou da Ásia misteriosa, a iniciação "abre portas" até
então proibidas ao recípiendário. Além do mais, a transmissão
ininterrupta dos "poderes" integra o impetrante a
Egrégora do grupo e o faz participar, apesar dele,
da vida mística e profunda da própria essência dos
símbolos. Essa 'iniciação"
verdadeira é Una no tempo, no espaço, nos ritos, embora os
costumes sociais ou étnicos daqueles que a praticam sejam
diferentes. A Iniciação Maçônica torna palpável essa Unidade
do Conhecimento através das seitas e dos ritos.
Será possível provar a
filiação Maçônica Iniciática mediante fatos precisos? Será
possível afirmar que essa filiação é inexistente?
René Guénon é muito
categórico a respeito: "Não existem mais no mundo ocidental
organizações iniciáticas capazes de reivindicar para si uma
filiação tradicional autêntica senão as Associações de
Obreiros e a Maçonaria" Contudo, ele não fornece nenhum
argumento, a não ser especulativo, para apoiar sua
tese. Albert Lantoine, o
erudito historiador da Maçonaria, pouco suspeito de
misticismo, diz a respeito da influência dos Rosa-Cruzes sobre
a Maçonaria: "Para nós há mais do que pontos de contacto: há
uma interpenetração que fez da velha maçonaria uma nova
franco-maçonaria. Aliás, não podemos explicar por outro modo
todo esse simbolismo místico... Portanto - e esse ponto é
extremamente importante para os decifradores de símbolos - nós
veríamos ai a explicação muito natural, muito simples desse
ritualismo que, em lugar de se ter transmitido por sucessivas
associações misteriosas, teria sido implantado por inovadores
curiosos de reminiscências iniciáticas".
Seja como for, assim
como o movimento se prova caminhando, a Maçonaria prova seu
valor iniciático com todo esse aparato simbólico que ela
conserva e de que se utiliza.
Iniciações que documentei
Loja Maçônica Amor e Justiça N° 02 - Gurupi - Tocantins 24/02/2007
Loja Maçônica
Fraternidade e Justiça de Gurupi N° 1947 - Gurupi -
Tocantins 20/05/2007 |