Rio prá que te quero

 

Em louvor ao “Velho Chico”

 

Seu líquido é sinônimo de vida.

Vida dentro, vida fora, em perigo.

Preciso defender a vida contigo.

Vida quase morta, vida comovida.

 

Se bem que haja estação indevida.

Envolva-se, afaste-se do jazigo.

Nunca faça manchar tal qual vitiligo,

algo que mantém no ventre, multivida.

 

A sangria que o transcorre traz abrigo,

a outra vida que o faz combalida.

Despertar prá este contuso antigo,

 

sem demora evitará o fustigo.

amparar, e recuperar a ferida.

Cinja minha mão e unamos amigo.

 

Arimatéia Macêdo

Setembro de 2009

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