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Sobrenome de
origem religiosa. Muitos querendo homenagear a
Nossa Senhora de Santana, utilizam-se do seu
nome, como forma de
apelido de
família. É festejada no dia 29 de Julho. Em casos
mais freqüentes, batizam-se as crianças nascidas no referido dia 29 de Julho,
com o
nome Santana. Importante
família de Minas Gerais, que teve princípio no
vereador Joaquim José de Sant'Ana [1821-1875],
filho de Joaquim de Araújo e de Amélia Rocco. Em
função de uma promessa feita a N. S. de Santana, perpetuou em seus descendentes
este
nome Sant'Ana, em lugar do seu
nome de
família: Araújo. Vereador à Câmara de Patos (MG).
Deixou
geração do seu cas. com Amélia Augusta de Santana
(Barbosa - 200 anos dos Santana). Ainda
em Minas Gerais, com ramificações
no Rio de Janeiro (desconhecemos se há algum
grau de
parentesco com a
família anterior), há a
família do Dr. João José de Sant'Ana [1851, MG -
1895, RJ],
filho do Cap. João José de Sant'Ana e de Luiza
Costa. Deixou numerosa
descendência de seu cas., em 1886, com Mariana de
Almeida (Leite) Guimarães [c.1862, MG - 1949, RJ], terceira
neta de Pedro de Alcântara de Almeida,
patriarca da
família Almeida Magalhães (v.s.), do Rio de
Janeiro. Deste
casamento, descendem os Guimarães Sant'Ana, os
Carvalho Sant'Ana e os Sampaio Sant'Ana, todos do Rio de Janeiro.
Em São Paulo,
entre outras, registra-se a
família do
Coronel Joaquim Silverio de Sant'Anna [c.1829 -
1911, Santos, SP], fazendeiro e
chefe político
em S. Sebastião. Deixou
geração de seu primeiro cas., c.1855, com Maria
Francisca de Moura (AGB, I, 302). Ainda
em São Paulo, entre outras, provável
parente da anterior, registra-se a
família de Manuel Aprígio de Sant'Anna [1832, Ilha
de S. Sebastião, SP - 1897, idem], que deixou numerosa
descendência de seu cas., em 1863, Vila Bela, Ilha de
São Sebastião (SP), com Ana de Moura [1840, Vila Bela, SP - 1925, Piracicaba,
SP],
filha de Manuel de Moura Negrão e de Antônia
Maria de Jesus, por esta,
neta de Antônio Henrique Vaz de Ornelas,
patriarca desta
família Vaz de Ornelas (v.s.),
em São Paulo (AGB, II, 259).
Foram
avós, entre outros, do
genealogista João Gabriel Sant'Anna [1901-]. Importante
família estabelecida em Piauí, procedente de José
Francisco de Sant'Ana [c.1758 -], do Peixe, que deixou numerosa
descendência do seu
casamento. Foi
avô de Antônio José de Sampaio
Sobrinho,
patriarca da
família Sampaio (v.s.), do Piauí. Teve vários
irmãos que assinam Ferreira, Barbosa Ferreira (v.s.) e Rêgo (v.s.) (Raul Fausto
- Castelo
Branco). Em Pernambuco, cabe mencionar a
família do Cap. João de Deus de Santa Ana [c.1768,
PE - ?], que deixou
geração do seu cas. com Clara Joaquina de
Bittencourt, nat. de Santa Catarina.
Família estabelecida na Bahia, à qual pertencem: I
- Antônio Joaquim de Sant'Anna, Contramestre de carapinas, na oficina que
funcionava no Arsenal de Marinha da Bahia [Salvador], em 1881; e II - Juvêncio
Diogo de Sant'Anna,
Presidente da Sociedade Protetora dos Desvalidos, de
Salvador, em 1881. No Acre, cabe registrar o cap. Antônio Mariano Pereira de
Santana, listado entre os primeiros povoadores nas margens do rio Acre, por
volta de 1878 (Castelo
Branco, Acreania, 183).
Linha
Africana:
Em São Paulo,
entre as mais antigas, está a
família de Juan de Sant'Ana, nat. de Castela, cas.
com Maria
Pais. Doc. em 1592. Deixou
descendência ilegítima, tida de uma escrava, «forra» em
1616 (AM, Piratininga, 171). No Rio de Janeiro, entre outras, registra-se a de
Joaquim Ribeiro de Sant'Ana, nasc. Candelária, RJ, cas. em 1776, Colônia do
Sacramento, com Inácia Joaquina do Espírito Santo, «preta forra» [filha nat. de Luciano dos Reis e de Maria do
Romário] (Rheingantz, Col., 3). Na Bahia, a de Cipriana Barbosa de Sant'Ana,
«parda forra» [nasc. Bahia, ex-escrava de Manoel Coelho Rosa], que deixou
geração, ilegítima, em 1762, na Colônia do
Sacramento. Heráldica: um
escudo em
campo azul-celeste, duas pombas de
prata acochadas ao seu direito e uma estrela de 8
raios, de
prata, em
chefe (Armando de Mattos - Brasonário de
Portugal, II, 119). |