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Landmarks de Mackey
A palavra inglesa "landmark",
literalmente, significa marco de limite, marco miliário; figuradamente,
significa ponto de referência. No idioma vernáculo, podem ser usados os termos
limite, ou lindeiro.
Cada Grande Loja anual tem o inerente poder e autoridade para modificar
Regulamento, Constituição, Regimento Interno ou redigir um novo, em benefício
da Fraternidade, contanto que sejam mantidos invariáveis os antigos landmarks...
As cinco principais classificações são as de Findel, Pike, Mackey,
Pound e Berthelon. A de Pike é, de longe, a mais sensata de todas.
A Classificação que nós
juramos cumprir quando da Iniciação, e que é a aceita pelas Grandes Lojas
Brasileiras foi a de Albert Gallatin Mackey, que está a seguir.
São
vinte e cinco Landmarks:
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Os processos de
reconhecimento são os mais legítimos e inquestionáveis de todos os LANDMARKS.
Não admitem mudança de qualquer espécie, pois, sempre que isso se deu, funestas
conseqüências vieram demonstrar o erro cometido.
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A
divisão da Maçonaria Simbólica em três Graus é um LANDMARK que, mais do que
nenhum, tem sido preservado de alterações, apesar dos esforços feitos pelo
daninho espírito inovador. Certa falta de uniformidade sobre o ensinamento final
da Ordem, no grau de Mestre, foi motivada por não ser o terceiro grau
considerado como finalidade.
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Lenda do Terceiro Grau
é um LANDMARK importante, cuja integridade tem sido respeitada. Nenhum
Rito existe na Maçonaria, em qualquer país ou em qualquer idioma, em que não sejam
expostos os elementos essenciais dessa Lenda.
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O governo da
Fraternidade por um Oficial que a preside, denominado Grão Mestre, eleito pelo
povo maçônico, é o quanto LANDMARK da Ordem.
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A prerrogativa do Grão
Mestre de presidir a todas as reuniões maçônicas realizadas onde e quando se
fizerem é o quinto LANDMARK.
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A
prerrogativa do Grão Mestre de conceder licença para conferir graus em
tempos anormais é outro importantíssimo LANDMARK. Os estatutos
maçônicos exigem um mês, ou mais, para o tempo em que deva transcorrer entre
a proposta e a recepção de um candidato. O Grão Mestre, porém, tem o direito
de permitir a Iniciação imediata de qualquer candidato.
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A
prerrogativa que tem o Grão Mestre de autorização para fundar e manter
Lojas é outro importante LANDMARK. Em virtude dele, pode o Grão Mestre
conceder, a número suficiente de Mestres Maçons, o privilégio de se
reunirem e conferirem graus.
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A
prerrogativa do Grão Mestre de formar Maçons, por sua deliberação, é outro
importante LANDMARK, que carece ser explicado, controvertida como tem
sido a sua existência.
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Outro
LANDMARK é o que afirma a necessidade de os Maçons se congregarem em
Lojas. Sempre se prescreveu que os Maçons deviam congregar-se com o fim de
se entregarem a tarefas operativa e que a essas reuniões fosse dado o nome
de “Loja”.
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O
governo da Fraternidade, quando congregado em Lojas, por um Venerável e dois
Vigilantes é também um LANDMARK. A presença de um
Venerável e dois Vigilantes é tão essencial que, no dia da congregação, é
considerada como uma Carta Constitutiva.
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A
necessidade de estar uma Loja “a coberto” quando reunida é um importante
LANDMARK, que não deve ser descurado. O cargo de Guarda do Templo que vela para que o lugar das
reuniões esteja absolutamente vedado à intromissão de profanos, independe,
em absoluto, de qualquer lei de Grande Loja ou de Lojas subordinadas.
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O
direito representativo de cada Irmão nas reuniões gerais é um importante
LANDMARK. Nas reuniões gerais, outrora chamadas de Assembléias Gerais,
todos os Irmãos, mesmo os simples Aprendizes, tinham o direito de tomar
parte. Na Grande Loja só tem direito de assistência os Veneráveis e os
Vigilantes, na qualidade de representantes de todos os Irmãos da Loja.
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O
direito de recurso de cada Maçom das decisões de seus Irmãos, em Loja, para
a Grande Loja ou Assembléia Geral dos Irmãos é um LANDMARK essencial
para a preservação da Justiça e para prevenir a opressão.
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O
direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja é um
inquestionável LANDMARK da Ordem. É o consagrado direito de visitar,
que sempre foi reconhecido como um direito inerente que todo Irmão exerce,
quando viaja pelo Universo. É a conseqüência de encarar as Lojas como meras
divisões por conveniência da Família Maçônica Universal. Nenhum
visitante, desconhecido dos Irmãos de uma Loja, pode ser admitido à
visita, sem que, antes de tudo, seja examinado, conforme os antigos
costumes. Esse exame só pode ser dispensado se o Maçom for conhecido de
algum Irmão do Quadro que por ele se responsabilize.
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Nenhuma
Loja pode intrometer-se em assuntos que digam respeito a outras, nem
conferir graus a Irmãos de outros Quadros.
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Todo
Maçom está sujeito às Leis e Regulamentos da jurisdição maçônica em que
residir, mesmo não sendo membro de qualquer Loja. A falta de filiação já é,
em si, uma falta maçônica.
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Por
este LANDMARK os candidatos à Iniciação devem ser isentos de defeitos
físicos ou mutilações, livres de nascimento e maiores. Uma mulher ou um
escravo não pode ingressar na Ordem.
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A
crença no Grande Arquiteto do Universo é um dos mais importantes LANDMARK
da Ordem. A negação desta crença é impedimento absoluto e insuperável para
Iniciação. Subsidiariamente a esta crença é exigida a crença na prevalência do espírito
sobre a matéria e em uma nova vida.
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É
indispensável a existência, no Altar, de um “Livro da Lei” – o Livro que,
conforme a crença, se supõem conter a Verdade Revelada pelo G.A.D.U.,
Não cuidando a Maçonaria de intervir nas peculiaridades de fé religiosa de
seus membros, esses livros podem variar de acordo com os credos.
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Todos
os Maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinções de
prerrogativas profanas, de privilégios que a sociedade confere. A Maçonaria
a todos nivela nas reuniões maçônicas.
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Este
LANDMARK prescreve a conservação secreta dos conhecimentos havidos por
Iniciação, tanto dos métodos de trabalho como de suas Lendas e Tradições,
que só podem ser comunicadas a outros Irmãos. O sigilo dos trabalhos em Loja
é perpétuo.
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A
fundação de uma ciência especulativa, segundo métodos operativos, o uso
simbólico e a explicação dos ditos métodos e dos termos neles empregados,
com propósito de ensinamento moral, constitui outro LANDMARK. A
preservação da Lenda do Templo de Salomão é o fundamento deste LANDMARK.
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O
último LANDMARK é o que afirma a inalterabilidade dos
anteriores, nada podendo ser-lhes acrescido ou retirado, nenhuma modificação
podendo ser-lhes introduzida. Assim como de nossos antecessores os
recebemos, assim os devemos transmitir aos nossos sucessores. NOLONUM LEGES
MUTARI.
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