Petrolina - Pernambuco - Brasil

Histórico do Município
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Em 1840 o local onde hoje situa Petrolina chamava-se "Passagem de Juazeiro". Era, nessa época, um local não habitado num simples ponto de travessia do Rio São Francisco, para viajantes procedentes do Ceará, Piauí e Pernambuco, com destino à Bahia e Sul do País. Esta passagem era, portanto, ponto de convergência de diversos caminhos regionais, já por essa época aparecem alguns assentamentos de apoio aos viajantes. Em decorrência desse fato, começa a se fortalecer um pequeno núcleo que, em 1862, foi constituído em freguesia e elevada à categoria de Vila pela mesma Lei N.º 530 de 07.06.1862 com nome de Petrolina, em homenagem ao Imperador D. Pedro II., que ocupava, então, o Trono do Brasil e sua esposa Dona Leolpodina. Petrolina chegou a ser suprimida por Lei Provincial, sendo, contudo, restaurada pela Lei N.º 921 de 18 de maio de 1870. A sua reinstalação ocorreu à 24 de maio do mesmo ano. Foi município autônomo a 25 de abril de 1893. A Lei N.º 130 de 03 de julho de 1895 elevou Petrolina à categoria de cidade sendo instalada a 25 de setembro do mesmo ano (Obs.: A designação do dia 21 em regozijo para instalação dos foros da cidade só veio 16 anos depois, a 25.11.1910). O núcleo urbano se desenvolveu a partir de então acompanhando os eixos formados pelas vias de acesso à passagem do São Francisco num processo de expansão radical. Em conseqüência, foram surgindo os primeiros sinais de presença humana formando-se um pequeno aglomerado de pessoas que se fixavam no local, dedicando-se à atividades pesqueiras e agrícolas de subsistência. Lá pelos meados de 1858, aqui passando em Santas Missões, um Frade Capuchinho, Frei Henrique, lançou a pedra fundamental de uma capela que foi transformada depois em Igreja Matriz, sendo então trazida de Santa Maria da Boa Vista a imagem de Nossa Senhora dos Anjos (imagem portuguesa), em festiva procissão fluvial. Através da Lei N.º 530, da Assembléia Provinciana de 07/07/1862 e por solicitação do Bispo Dom João da Purificação, fora a passagem de Juazeiro elevada a categoria de freguesia, recebendo a denominação de PETROLINA. Foi nomeada o primeiro vigário de Petrolina, o Padre Manoel Joaquim da Silva. À 18 de maio de 1870, pela Lei N.º 921, Petrolina passa a categoria de Vila sendo instalada em 18 de agosto de 1870. Aos 5 de junho de 1878, pela Lei N.º 1444, é criada a Comarca de Petrolina instalada em 1881 pelo seu 1º Juiz de Direito, Dr. Manoel Barreto Dantas. O primeiro Prefeito de Petrolina foi Manoel Francisco Souza Júnior, tendo como Sub-Prefeito o Sr. Febrônio Martins de Souza. O referido Prefeito, iniciou seu mandato em 25 de abril de 1893, um personagem que entrou na história de Petrolina como seu maior interessado na Emancipação Política do Município.
Petrolina fotografada a partir de Juazeiro da Bahia.
Á 28 de julho de 1895,
através da Lei nº 130, a sede municipal foi
elevada à categoria de Cidade, instalada oficialmente
em 21 de setembro do mesmo ano. Foi empossado o segundo
Prefeito, Agostinho Albuquerque Cavalcanti. Estes Prefeitos
como os que lhes sucederam, realizaram um pesado trabalho
de organização e infra-estrutura do município. Abnegados homens se empenharam na continuação da história: José Crispiniano Coelho Brandão, Francisco de Albuquerque Cavalcanti, Agostinho Albuquerque, Clementino de Souza Coelho, Souza Filho (Primeiro Deputado), Monsenhor Ângelo Sampaio, João Ferreira da Silva, João Ferreira Gomes e muitos outros. Petrolina é cognominada "ENCRUZILHADA DO PROGRESSO", por ser passagem obrigatória para o norte e via de escoamento para o Centro Sul do País.
Petrolina fotografada a partir de Juazeiro da Bahia. O primeiro grande passo na larga estrada do progresso, data de 1915 com a fundação do Jornal "O PHAROL" de propriedade e direção do Sr. João F. Gomes, sendo um baluarte na defesa dos interesses coletivos e propugnador do progresso regional. Em 1919, construção da Estrada de Ferro Petrolina-Teresina, hoje incorporada à Viação Férrea Federal leste Brasileiro, infelizmente paralisada na sua construção com tráfego apenas até a cidade de Paulistana, no vizinho Estado do Piauí. Mesmo assim este pequeno trecho de via férrea tem sido de real utilidade aos interesses comerciais da região.Em fevereiro de 1923, inaugurou-se a Estação Férrea desta cidade. Após longa interrupção, prosseguem os trabalhos da via no território piauiense, entre Paulistana e Conceição.Em 1924 acelera-se o progresso da cidade com a criação da Diocese, sendo o seu 1º Bispo o Exmo. e Reverendíssimo Sr. Dom Antonio Maria Malan. Marco importante para o desenvolvimento de Petrolina, foi a sua vinda. Francês de nascimento, vida dedicada ao sacerdócio.
Ponte Pres. Dutra, a qual une Petrolina de Juazeiro da Bahia.
Petrolina também
jamais se esquecerá do seu filho mais ilustre: Nilo
de Souza Coelho, Governador de Pernambuco, Senador da República,
chegando a ser o Presidente do Congresso Nacional. Nilo
Coelho foi exemplo de luta e coragem, em busca de melhores
condições de vida para todo o povo sertanejo.
Hoje, em Petrolina, um Memorial mostra os momentos da vida
deste grande homem petrolinense. Fonte: Prefeitura Municipal de Petrolina |
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